A Dança

A dança: Tudo que é vivo se move, movimento é vida! Dançar é mover-se com consciência, é plasmar no corpo o sentimento de vida. É a mais pura expressão do ser!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Dança sobre Rodas: Desafios e Possibilidades


Dança, educação e as pessoas com deficiências!

    Os objetivos educacionais da dança envolvem a compreensão da estrutura e do funcionamento corporal, bem como a investigação do movimento humano. Articulando-se à percepção de espaço, peso e tempo, de acordo com sua intensidade.
Os aspectos de abordagem da dança giram em torno da experimentação, criação, performance e apreciação. Como utilização na educação formal (escolas regulares) devemos evitar a concentração do desenvolvimento da performance, porque poucos estudantes teriam condições de se desenvolverem por esse caminho, já que o tempo de prática semanal - tanto das aulas de arte como das de educação física - são muito reduzidos, além de não corresponder essencialmente aos objetivos educacionais como um todo (RIBEIRO, FARIA JUNIOR E VILELA, 1999). corporal (id.). praticada por pessoas idosas especialmente. (2006), entre outros.
    Em um bosquejo sobre a história da dança, não encontramos referências da inclusão de pessoas com deficiências nessa prática.
    Documentos oficiais, como os Parâmetros Curriculares Nacionais ? PCNs (MEC, PCNs - Arte, 1997), não abordam a possibilidade de trabalho com dança para as pessoas com deficiências. Apesar do reconhecimento da dança, enquanto arte, na formação de bem cultural e que está inerente à natureza humana por envolver ritmo, expressão e atividade
    Nos PCNs para educação física, as danças e brincadeiras cantadas são englobadas nas atividades rítmicas e expressivas como complemento dos conteúdos de arte. Nesse há referência ao trabalho com pessoas com deficiências nas aulas de educação física, o que já foi um avanço, mas os exemplos giram em torno do trabalho com esportes, não incluindo às possibilidades de trabalho com as atividades rítmicas e expressivas.
    Por outro lado, no capítulo Dança e atividade física (RIBEIRO, FARIA JUNIOR E VILELA, 1999) do livro Uma Introdução à Educação Física (FARIA JUNIOR, 1999), encontramos referências da possibilidade da inclusão de pessoas com deficiência física à prática da dança, em função da temática dança sênior, dança desenvolvida para ser
    Outro avanço importante: trabalhos acadêmicos já vêm sendo desenvolvidos sob a perspectiva da dança para pessoas com deficiências, só no Brasil foi possível identificar pelo menos 56 (cinqüenta e seis) trabalhos nessa perspectiva, apesar de não realizarmos uma revisão exaustiva para este texto.
    Para pessoas com deficiências físicas destacam-se os trabalhos de Rosângela Barnabé (1997); Suzana Martins (2000); María Fux (2005); Elizabeth Mattos (2001); Maria do Carmo Rossler Freitas e Rute Estanislava Tolocka (2005); Eliana Lucia Ferreira e Maria Beatriz Rocha Ferreira (2005); Nadja Ramos de Ávila (2005); Edeilson Matias da Silva

Dança sobre rodas
 
    Entendemos como dança sobre rodas aquela em que o praticante realiza os movimentos com auxílio da cadeira de rodas, estando em interação com outros dançarinos ou não, cadeirantes ou não.
De fato quanto mais leve e adaptada ao biótipo da pessoa estiver a cadeira de rodas, melhores serão as possibilidades de execução de movimentos.No entanto, esse fator não deve ser impeditivo para que todos os cadeirantes que desejarem possam praticar essa modalidade.
    Outra questão importante diz respeito à acessibilidade do local, que precisa estar adaptado com rampas de acesso, portas adequadas para a entrada dos cadeirantes, vestiários adaptados e piso liso para possibilitar o desenvolvimento do trabalho.
    Os benefícios da prática da dança são indiscutíveis, mas comuns a todas as pessoas, independente de portarem deficiências ou não. Acreditamos sim, que a dança também possa ser um meio terapêutico, mas que cabe aos profissionais competentes (médicos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, entre outros) trabalhar com este tipo de abordagem.
    Preferimos tratar a dança para pessoas com deficiência como um direito de acesso à arte, como prática de atividade física e exercício de cidadania.
    No entanto, os cuidados no trabalho com dança para pessoas com deficiências exigem profunda avaliação dos limites e possibilidades corporais de acordo com o tipo de deficiência e as particularidades que cada uma delas pode apresentar. Em nosso caso, as deficiências físicas precisam ser bem definidas de modo que a dança propriamente dita não traga prejuízos à integridade física do praticante.
    Por exemplo, existem particulares importantes entre as pessoas com encefalopatia crônica da infância (ECI), traumatismo ráquio-medular (TRM) e mielomeningocele que não devem ser desprezadas na prática da dança e outras atividades físicas.
    Nesse aspecto alguns profissionais podem contribuir muito. A avaliação médica e fisioterápica ajudam a compor o quadro do praticante, para que o professor possa realizar um trabalho seguro e eficaz.
    Após a avaliação adequada é importante a definição dos objetivos da dança para a pessoa ou grupo de pessoas. Portanto, cabe ao professor avaliar tais características físicas e definir quais os melhores caminhos para se atingir os objetivos propostos.

Desafios
  • Maior adesão por parte do público masculino.
  • Dificuldade de acesso aos locais em função do transporte público.
  • Ser reconhecidos como produtores de arte e não como pessoas com deficiências que dançam.
  • Ampliação de locais que ofereçam esse tipo de trabalho.
  • Ampliação de profissionais preparados para esse tipo de trabalho.
  • Políticas públicas capazes de reconhecer o valor da arte para o desenvolvimento das pessoas em geral e das pessoas com deficiências em particular.
Possibilidades
  • Atividade que permite a inclusão das crianças com deficiências nas aulas de arte e educação física nas escolas.
  • Aperfeiçoamento do senso estético e da capacidade de apreciação pela diferença.
  • Mudança de paradigma na educação e na arte.
  • Prática de atividade física de forma mais prazerosa.
  • Quebra de estereótipos na relação entre dança e corpos esculturais.

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