A Dança

A dança: Tudo que é vivo se move, movimento é vida! Dançar é mover-se com consciência, é plasmar no corpo o sentimento de vida. É a mais pura expressão do ser!

domingo, 7 de agosto de 2011

Ser Professor (a) é...

Ser professor
é professar a fé
e a certeza de que tudo
terá valido a pena
se o aluno sentir-se feliz
pelo que aprendeu com você
e pelo que ele lhe ensinou...
Ser professor é consumir horas e horas
pensando em cada detalhe daquela aula que,
mesmo ocorrendo todos os dias,
a cada dia é única e original...
Ser professor é entrar cansado numa sala de aula e,
diante da reação da turma,
transformar o cansaço numa aventura maravilhosa de ensinar e aprender...
Ser professor é importar-se com o outro numa dimensão de quem cultiva uma planta muito rara que necessita de atenção, amor e cuidado.
Ser professor é ter a capacidade de "sair de cena, sem sair do espetáculo".
Ser professor é apontar caminhos,
mas deixar que o aluno caminhe com seus próprios pés...
Ser professor é ensinar com amor. 

"Educai as crianças e não será necessário punir os homens"(Pitágoras)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Em tempo de Espera

  É tão bom você poder fazer aquilo que deseja ou que está ao seu alcance, mas no momento não é o que todos gostariamos de poder fazer. Nesse mundo as pessoas que presam muito de você, e sendo assim , você tem que adiar seus sonhos para ajudar a quem mas precisa de você naquele momento. Desistir ? Nunca! É apenas uma pausa para você se conhecer melhor. Buscar se conhecer melhor e  desfrutar de novos desafios.
Nesse momento, faço uma pausa no meu sonho, e vou fazer o que estou necessitando,  vem a obrigação depois, os queres da vida. Espero que meu sonho nunca acabe e que eu nunca desiste dele, pois não terei a felicidade completa.     


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

DANÇAR SEM OLHOS

Habitamos em um mundo predominantemente visual. Imagine a importância da visão para o ser vivo que necessita perceber o mundo a fim de interagir com ele e poder se mover. Como se deslocar em segurança por este lugar “estranho”, “inóspito”, “perigoso”, sendo este ser desprovido da principal fonte de percepção humana: a visão? Ser cego é ter a percepção de um mundo borrado, sem contornos nítidos, sem definições. É não poder contar com o recurso da visão para conhecer o mundo no qual se vive. Os olhos são tão importantes para os seres humanos que ao se referir a algo que tem a nossa atenção e cuidado, costuma-se dizer que é a nossa “menina dos olhos”.
E por que existem seres humanos cegos? Alguns com cegueira total e outros com cegueira parcial. Qual o motivo desta diferença? Onde encontrar as explicações para estes fatos? Estas pessoas não são boas o suficiente e receberam um castigo “divino”? Ou é um ser estranho que vem de fora e arranca os olhos e a capacidade de visão dessas pessoas como no conto – “O estranho” – relatado por , no qual “O Homem de Areia é um ser perverso que chega quando as crianças não vão para a cama e joga punhados de areia nos olhos delas, de modo que estes saltam sangrando da cabeça”.
Que ser estranho é este que tem a possibilidade de provocar deficiências, de interferir nas ações dos seres humanos, tornando-os reféns das circunstâncias? É possível, por analogia, compreender este ser estranho, o “Homem de Areia” que arranca os olhos das crianças, como os acidentes e as enfermidades tipo diabetes – que podem ocorrer e provocar cegueira, interferindo na qualidade de vida desses indivíduos.
Existem dois tipos de cegueira: congênita e adquirida. O primeiro tipo se refere às pessoas que já nascem sem o recurso da visão; elas não possuem imagens pré-formadas, inclusive a imagem corporal de si mesmo. O segundo tipo se refere às pessoas que perderam a visão em algum momento da vida por causas diversas; possuem imagens mentais anterior à deficiência. Além disso, a cegueira pode ser total ou parcial; na cegueira parcial, o indivíduo apresenta visão subnormal.
Provavelmente, de todas as deficiências que afetam os seres humanos, a que mais priva o indivíduo do contato com o mundo externo é a deficiência visual, visto que o olho é o maior captador de imagens sensório-motoras. Os “olhos roubados” impossibilitam que esses indivíduos possam perceber e compreender o mundo no qual estão inseridos. Eles necessitam de artefatos que ampliem as suas possibilidades de entender o mundo. Mas, esta deficiência não é algo que veio de fora, de um mundo fantástico, etéreo,  um mundo “povoado de espíritos, demônios e fantasmas”.
Essa deficiência pode estar na formação do ser, nas explicações biológicas, nas doenças adquiridas ou nos acidentes que podem acontecer ao longo da vida;"o medo de ferir ou perder os olhos é um dos mais terríveis temores das crianças. Muitos adultos conservam uma apreensão nesse aspecto e nenhum outro dano físico é mais temido por esses adultos do que um ferimento nos olhos”.   A ansiedade quanto aos próprios olhos e o medo de ficar cego se relacionam ao temor de ser castrado.
O corpo cego, assim como qualquer outro corpo, possui uma história pessoal. Ele é constituído de movimento, pensamento, emoção, razão, sentimentos e sonhos, muitos sonhos. As vias de acesso a estas informações é que são outras, pois eles não utilizam a visão. Afirma que sentimentos e emoções são percepções diretas de nossos estados corporais e constituem um elo essencial entre o corpo e a consciência, estando relacionadas com o processo de tomada de decisão.
O movimento é a nossa primeira forma de linguagem: uma linguagem não verbal estruturada no corpo. Partindo desta idéia, o corpo é a condição primeira para que ocorra o pensamento a partir da articulação entre a coerência e a coesão das ações sensório-motoras.
O corpo testa hipóteses de movimentos e seleciona os mais eficientes. Pelo processo de memória e repetição promove a aprendizagem desses movimentos em uma negociação com o ambiente, organizando a informação em tempo real. Ocorre um mapeamento temporal, a informação que chega ao cérebro se reconfigura a todo o momento pelo acesso às novas informações, facilitando a configuração rápida de imagens. A imagem sensório-motora, necessita de uma pré-alimentação e uma retro-alimentação da informação.
A limitação do indivíduo cego está relacionada à percepção visual; entretanto suas outras fontes de percepção estão intactas e possibilitam a aprendizagem. Aqui a regra válida é que cada indivíduo tenha a possibilidade de explorar o ambiente, buscando novas formas de interação, ampliando suas capacidades multissensoriais para uma aprendizagem significativa, reorganizando os conhecimentos pela interação dos sentidos não comprometidos.
O desenvolvimento da competência sensório-motora ocorre ao longo da vida, não se restringe apenas ao período da infância . Este fato reforça a importância da prática da dança mesmo na vida adulta. Para os indivíduos cegos, esta prática torna-se ainda mais relevante pelas interações espaço/temporais e corporais com os processos mentais. Os processos de assimilação, organização, reorganização e acomodação das experiências vividas pelos indivíduos cegos ocorrem de forma mais lenta do que nos indivíduos normovisuais, entretanto, eles acontecem.

A dança apresenta possibilidades, pois além de trabalhar aspectos que envolvem a construção do pensamento, a criatividade e as idéias de tempo-espaço, melhora a manutenção do equilíbrio e da postura corporal. É necessário entender que as capacidades e habilidades do indivíduo cego não estão limitadas; a organização perceptiva é que se processa de maneira diferente devido à ausência da visão.
Praticar dança permite ao indivíduo cego construir suas próprias idéias de tempo /espaço, de manutenção do equilíbrio pela reorganização postural, a partir da utilização dos outros sentidos, do aparato vestibular e da propriocepção. O indivíduo estabelece seu ritmo próprio de aprendizagem através da experimentação, do contato corporal, do toque, da exploração do espaço e dos sons. Os conhecimentos produzidos nestas experimentações são levados para as atividades da vida diária.
A dança, para o deficiente visual, possibilita a superação de limites impostos pela cegueira, ampliando as possibilidades motoras com a execução de movimentos conscientes. Ela promove a melhoria do equilíbrio e da locomoção; da socialização, da realização pessoal e propicia uma vida ativa; além disso, a dança aumenta a compreensão da noção espaço/temporal e a noção de consciência corporal pela concretização da imagem de si mesmo, podendo ser um espaço de descobertas e consolidação de novos padrões motores que possibilitam novas aprendizagens e a aquisição da autonomia.
A aquisição do movimento em dança pelo indivíduo cego depende das condições oferecidas pelo meio e pelo grau de apropriação que o corpo fizer destas ações pela percepção, estabelecendo relações entre as sensações e os movimentos elaborados. Isso possibilita ao indivíduo prever mentalmente atos motores cada vez mais complexos, sendo o corpo co-participativo na construção desse conhecimento.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Dança sobre Rodas: Desafios e Possibilidades


Dança, educação e as pessoas com deficiências!

    Os objetivos educacionais da dança envolvem a compreensão da estrutura e do funcionamento corporal, bem como a investigação do movimento humano. Articulando-se à percepção de espaço, peso e tempo, de acordo com sua intensidade.
Os aspectos de abordagem da dança giram em torno da experimentação, criação, performance e apreciação. Como utilização na educação formal (escolas regulares) devemos evitar a concentração do desenvolvimento da performance, porque poucos estudantes teriam condições de se desenvolverem por esse caminho, já que o tempo de prática semanal - tanto das aulas de arte como das de educação física - são muito reduzidos, além de não corresponder essencialmente aos objetivos educacionais como um todo (RIBEIRO, FARIA JUNIOR E VILELA, 1999). corporal (id.). praticada por pessoas idosas especialmente. (2006), entre outros.
    Em um bosquejo sobre a história da dança, não encontramos referências da inclusão de pessoas com deficiências nessa prática.
    Documentos oficiais, como os Parâmetros Curriculares Nacionais ? PCNs (MEC, PCNs - Arte, 1997), não abordam a possibilidade de trabalho com dança para as pessoas com deficiências. Apesar do reconhecimento da dança, enquanto arte, na formação de bem cultural e que está inerente à natureza humana por envolver ritmo, expressão e atividade
    Nos PCNs para educação física, as danças e brincadeiras cantadas são englobadas nas atividades rítmicas e expressivas como complemento dos conteúdos de arte. Nesse há referência ao trabalho com pessoas com deficiências nas aulas de educação física, o que já foi um avanço, mas os exemplos giram em torno do trabalho com esportes, não incluindo às possibilidades de trabalho com as atividades rítmicas e expressivas.
    Por outro lado, no capítulo Dança e atividade física (RIBEIRO, FARIA JUNIOR E VILELA, 1999) do livro Uma Introdução à Educação Física (FARIA JUNIOR, 1999), encontramos referências da possibilidade da inclusão de pessoas com deficiência física à prática da dança, em função da temática dança sênior, dança desenvolvida para ser
    Outro avanço importante: trabalhos acadêmicos já vêm sendo desenvolvidos sob a perspectiva da dança para pessoas com deficiências, só no Brasil foi possível identificar pelo menos 56 (cinqüenta e seis) trabalhos nessa perspectiva, apesar de não realizarmos uma revisão exaustiva para este texto.
    Para pessoas com deficiências físicas destacam-se os trabalhos de Rosângela Barnabé (1997); Suzana Martins (2000); María Fux (2005); Elizabeth Mattos (2001); Maria do Carmo Rossler Freitas e Rute Estanislava Tolocka (2005); Eliana Lucia Ferreira e Maria Beatriz Rocha Ferreira (2005); Nadja Ramos de Ávila (2005); Edeilson Matias da Silva

Dança sobre rodas
 
    Entendemos como dança sobre rodas aquela em que o praticante realiza os movimentos com auxílio da cadeira de rodas, estando em interação com outros dançarinos ou não, cadeirantes ou não.
De fato quanto mais leve e adaptada ao biótipo da pessoa estiver a cadeira de rodas, melhores serão as possibilidades de execução de movimentos.No entanto, esse fator não deve ser impeditivo para que todos os cadeirantes que desejarem possam praticar essa modalidade.
    Outra questão importante diz respeito à acessibilidade do local, que precisa estar adaptado com rampas de acesso, portas adequadas para a entrada dos cadeirantes, vestiários adaptados e piso liso para possibilitar o desenvolvimento do trabalho.
    Os benefícios da prática da dança são indiscutíveis, mas comuns a todas as pessoas, independente de portarem deficiências ou não. Acreditamos sim, que a dança também possa ser um meio terapêutico, mas que cabe aos profissionais competentes (médicos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, entre outros) trabalhar com este tipo de abordagem.
    Preferimos tratar a dança para pessoas com deficiência como um direito de acesso à arte, como prática de atividade física e exercício de cidadania.
    No entanto, os cuidados no trabalho com dança para pessoas com deficiências exigem profunda avaliação dos limites e possibilidades corporais de acordo com o tipo de deficiência e as particularidades que cada uma delas pode apresentar. Em nosso caso, as deficiências físicas precisam ser bem definidas de modo que a dança propriamente dita não traga prejuízos à integridade física do praticante.
    Por exemplo, existem particulares importantes entre as pessoas com encefalopatia crônica da infância (ECI), traumatismo ráquio-medular (TRM) e mielomeningocele que não devem ser desprezadas na prática da dança e outras atividades físicas.
    Nesse aspecto alguns profissionais podem contribuir muito. A avaliação médica e fisioterápica ajudam a compor o quadro do praticante, para que o professor possa realizar um trabalho seguro e eficaz.
    Após a avaliação adequada é importante a definição dos objetivos da dança para a pessoa ou grupo de pessoas. Portanto, cabe ao professor avaliar tais características físicas e definir quais os melhores caminhos para se atingir os objetivos propostos.

Desafios
  • Maior adesão por parte do público masculino.
  • Dificuldade de acesso aos locais em função do transporte público.
  • Ser reconhecidos como produtores de arte e não como pessoas com deficiências que dançam.
  • Ampliação de locais que ofereçam esse tipo de trabalho.
  • Ampliação de profissionais preparados para esse tipo de trabalho.
  • Políticas públicas capazes de reconhecer o valor da arte para o desenvolvimento das pessoas em geral e das pessoas com deficiências em particular.
Possibilidades
  • Atividade que permite a inclusão das crianças com deficiências nas aulas de arte e educação física nas escolas.
  • Aperfeiçoamento do senso estético e da capacidade de apreciação pela diferença.
  • Mudança de paradigma na educação e na arte.
  • Prática de atividade física de forma mais prazerosa.
  • Quebra de estereótipos na relação entre dança e corpos esculturais.

sábado, 27 de novembro de 2010

Um Milagre Chamado Amizade

"...Houve tempos em que precisei chorar, e vocês me consolaram...




  ...Houve tempos em que sorri, e vocês estavam sorrindo comigo. Houve tempos em que briguei, questionei e vocês me apoiaram...





...Houve tempos em que sonhei, lutei, acreditei e vivi intensamente muitas emoções.E vocês, com esse jeito doce e suas amizades verdadeiras estiveram sempre  ao meu lado, enfrentando todos os obstáculos, acreditando em mim e em meus ideais...



...Houve tempos em que me senti sozinha, mas como um presente maravilhoso de Deus vocês estavam sempre ali comigo, apareceram em minha vida, de uma forma única, com jeito especial e amigo.
E hoje não mais estou só, porque tenho
Vocês...!'




Com Carinho à turma 4006!

Dança do Ventre e a Auto-Estima de Pacientes com Câncer de Mama.

Dia 27 de Outubro de 2010 é o Dia Nacional de Combate ao Câncer.
Projeto em SP mostra que feminilidade é algo que vem de dentro.

Um projeto em São Paulo busca ensinar pacientes com câncer que tão importante quanto sobreviver à doença é sobreviver bem. Semanalmente, uma professora de dança do ventre recebe as alunas para ensinar muito mais do que passos ao som de música árabe. Ao lado de uma equipe de especialistas, o objetivo de Thatiane Menendez é mostrar que feminilidade e sensualidade vêm de dentro – de um lugar que o câncer não pode alcançar.
“O câncer me pegou de surpresa”, contou Márcia Giammarino ao G1. “Quando tive a retirada de parte do peito, comecei a me sentir menos mulher. Achava que jamais ia ter aquele físico que eu tinha. Coisas que só mulher pode sentir”, diz ela.
Foi pensando em mulheres como Márcia que Thatiane, professora de dança do ventre formada em fisioterapia, resolveu usar a música árabe para ajudar a recuperar a auto-estima de quem teve ou tem um tumor na mama. O projeto começou como seu trabalho de conclusão de curso da faculdade. Depois continuou, com o apoio do Instituto Paulista de Cancerologia. “Há um reencontro com o feminino na dança do ventre. E o câncer de mama mexe diretamente com o feminino”, conta a professora.
Foi o que aconteceu com Márcia, depois que seu cirurgião sugeriu que ela participasse do grupo. “Comecei a sentir mais o físico. Antes eu não me importava muito, não. Depois que você perde um pedacinho dele, você começa a falar ‘nossa, faz falta, né?’. Aí você tenta fazer o conjunto de novo. Começar a se sentir como pessoa, como mulher”, diz ela.
“A gente participa com outras colegas e vê que você não é a única no mundo, que um monte de gente passou por isso, está passando por isso. Estamos superando, estamos vivendo”, conta Márcia.
Para a colega Margareth Basso, o encontro é mais do que uma simples aula. “Não é nem uma dança, é terapia. Cada uma passou uma coisa, mas todo mundo tem aquilo em comum. É gostoso dividir essa experiência”, afirma. “Vale a pena, porque a vida vale a pena”, diz Margareth, que acredita que o câncer mudou sua maneira de encarar a vida. “Hoje eu tenho mais vontade de viver. Antes eu não dava muita importância a certas coisas que hoje eu dou. Como acordar bem. Se está chovendo, está ótimo. Hoje tudo é bonito”, acredita.
Terapia
Mesmo com tantos benefícios, o projeto enfrenta resistência de pacientes que têm vergonha de mostrar o corpo, segundo Thatiane. “Muitas delas perderam parte do seio, a maioria perdeu o cabelo, então elas se sentem desconfortáveis”, conta a professora. “E todo mundo pensa que a dança do ventre é só para quem é magra, para quem tem cabelo comprido, para quem é nova. E não é. A dança do ventre é para todas as mulheres. Só precisa ser mulher para fazer”, garante.
O trabalho é acompanhado de perto pela psicóloga Marília Zendron, que também realiza sessões de psicoterapia com as alunas. “O câncer de mama muda a auto-estima porque ele é sentido como uma mutilação. Nosso trabalho aqui é dar um novo significado para esse corpo”, explica ela.
Neste dia  (27), Dia Nacional de Combate ao Câncer, a psicóloga lembra que a luta contra a doença passa também pela qualidade de vida. E que, para alcançar isso, vale tanto a dança do ventre quanto qualquer coisa que faça a pessoa se sentir bem. “Você pode ver a doença de uma maneira que não é tão dolorosa assim. Ver que você tem vida também depois disso tudo”, afirma. “Busque o que você gosta de fazer, o prazer que você tem na vida. Exerça isso”, aconselha.



Dança Beneficia o Corpo e a Mente na Terceira Idade

Pelo caráter lúdico, idosos aderem melhor à do que aos exercícios tradicionais.
Além de prazerosa, a dança na terceira idade pode trazer ainda mais benefícios à saúde do que os exercícios físicos tradicionais. Estudos já conseguiram comprovar a superioridade da dança, nessa faixa etária, para a saúde do coração, a capacidade respiratória e acima de tudo, a qualidade de vida.

Uma pesquisa feita na Itália verificou que pessoas com insuficiência cardíaca que começaram a dançar valsa tiveram benefícios na saúde do coração, na capacidade respiratória e no bem-estar geral maiores do que os obtidos por pacientes que se exercitavam na bicicleta ou na esteira.

Uma das vantagens observadas também foi a aderência à dança, bem maior do que aos exercícios comuns. Para o geriatra João Senger, isso se deve ao fato de que a dança é "um dos exercícios mais agradáveis que existem".

Segundo ele, dançar é melhor até do que caminhar, um dos exercícios mais recomendados aos idosos.

— A dança utiliza movimentos diferentes, grupos musculares diferentes, é mais completa do que a caminhada.

Outros fatores que diferenciam a dança dos exercícios tradicionais é a melhora do equilíbrio, a socialização e o caráter lúdico, que ajuda a prevenir a depressão.

Desafiando o cérebro

Para a especialista em dança e professora, Siomara Kronbauer, a prática da dança é um desafio para o cérebro dos idosos e gera um aumento de suas conexões neuronais, que dão a eles maiores habilidades no aprendizado e na memória. Siomara costuma priorizar a variedade de ritmos em suas aulas para estimular a capacidade de adaptação dos alunos. Balé clássico, jazz, contemporâneo, street e flamenco fazem parte dos encontros.

Um aluno, não interessa a idade, tem que ser desafiado. Claro que tu respeita as necessidade biológicas, mas, dentro disso, ela deve ser estimulada a dar o seu melhor.

Siomara, que dá aula para pessoas de 50 até 83 anos, acredita que os benefícios da dança também se estendem a autoestima.

Eles se sentem com dignidade, principalmente depois da aposentadoria que tu perde o teu caráter de utilidade. Quando termina a aula eles estão super felizes.

BENEFÍCIOS 

* Melhora significativa no equilíbrio do corpo devido aos movimentos
* A socialização e a alegria da dança ajudam a melhorar o humor e prevenir doenças como depressão e até o Alzheimer
* A atividade eleva a capacidade cardiorrespiratória e a força muscular
* Melhora a qualidade do sono